As rêmoras e o ministro Alexandre de Moraes

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A ultradireita perdeu a eleição no Brasil, mas não o protagonismo. Na confusa compreensão de que havia perdido o espaço político que conquistou quatro anos antes, a direita procurou uma fórmula de sobreviver, uma âncora na qual permanecesse viva. E encontrou. 


Por mais absurdo que pareça, sobrevive como rêmora, se alimentando  dos excessos do Ministro Alexandre de Moraes. Cada decisão de Moraes, em defesa do que ele entende  por “ameaça à democracia” a direta se compraz. Cada frase, muitas vezes fora de contexto, como “instrumentalização criminosa das redes sociais”, a direita cresce. E está crescendo mais com a presença de Elon Musk, um ator global, num debate por enquanto político, mas que abala fortemente o papel do País no exterior e coloca em xeque a propagada defesa da democracia pelo ministro do STF.


Num mundo globalizado, não é incomum cidadãos e autoridades de outros países criticarem a falta de liberdade ou excessos de governantes, a submissão da suprema corte às ditaduras mundo afora. 


Putin é chamado de criminoso, e nem por isso a Rússia diz que sua soberania está sendo atacada. Fala-se na submissão das cortes de justiça na Venezuela, na Nicarágua, na Hungria, nem por isso esse países reagem. Diz-se que os americanos alimentam o extermínio de palestinos na Cisjordânia e que Joe Biden é um criminoso. Nem por isso o FBI investiga cidadãos de outros países em razão dessas opiniões. Mas aqui a Policia Federal vai investigar Elon Musk.


Parece ter chegado a hora de o  próprio Supremo admitir que a democracia que ele defende não existe. Que ainda pode ser conquistada. Que o Brasil precisa amadurecer, fortalecer suas instituições; que a Suprema Corte não pode continuar sendo o centro das atenções, do “debate democrático”. 


É chegada a hora de entender o que é democracia, da corte  praticar a autocontenção, sem abrir mão da sua autoridade. 


É hora de encerrar os longos inquéritos sobre fake news e atos antidemocráticos, ou passar para outro ministro o papel de relator. 

Ou as rêmoras continuarão se alimentando das falas e dos excessos do tubarão.


Talvez por isso na recente entrevista ao Roda Vida, o senador Flávio Bolsonaro tenha deixado claro que é contra o impeachment de Alexandre de Moraes. Foi a confissão de que a ultradireita, para continuar crescendo, precisa do ministro atuando como ele atua, dono da verdade e do direito de acusar, julgar e prender



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Fonte: portal do Holanda>

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