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Não é fácil transitar em Manaus. São mais de 600 mil veículos circulando e vias completamente congestionadas. Os viadutos construídos conduzem os motoristas para um encontro com o caos. A falta de planejamento nessas construções é evidente.
Se a intenção de administrações passadas era deixar um legado para a cidade, produziram o mundo cão que conhecemos: brigas no trânsito, motoristas estressados com engarrafamentos infindáveis, horas perdidas entre a casa e o emprego, entre a escola e a academia.
Quem não tem carro não conta com transporte público efetivo. O saneamento é entregue a uma empresa privada que cobra pelo serviço de esgoto que não oferece. A coleta de lixo, embora eficiente, está com a iniciativa privada e custa caro ao contribuinte.
Pior, há duas Manaus: a dos arranha-céus, dos condomínios dos bacanas e a da grande favela no seu entorno. Ilhas de pobreza onde reside 70% de sua população.
É essa Manaus, sequestrada pelas facções, de onde saem os votos, em parte negociados com o líder da facção dominante.
É essa Manaus esquecida que precisa ser resgatada e devolvida a cidadania aos seus habitantes.
É essa Manaus, que produz esperança e crime, que não pode ser ignorada pelos candidatos a prefeito. Ela precisa estar nas propostas de campanha, com clara defesa dos direitos de seus moradores e um desafio às facções criminosas que se apossaram de seu território.
Mas esse não é um dever apenas de eventuais candidatos, inclusive a vereadores. Os órgãos de controle precisam estar atentos. O candidato que receber uma salvo conduto das facções para entrar nesses bairros deve ser denunciado e excluído do processo eleitoral. Ou há essa ação ou Manaus, como sonhamos, não terá futuro
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Fonte: portal do Holanda>
